O Atentado do Riocentro

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O Atentado do Riocentro foi um ataque a bomba frustrado perpetrado contra o Pavilhão Riocentro no dia 1º de Maio de 1981 pelo então Capitão Wilson Dias Machado. Machado hoje tem a patente de Coronel e é educador do Exército no Colégio Militar de Brasília. Na data realizava-se no edifício um show em homenagem ao Dia do Trabalho.
Por volta das 21h30min, com o evento já em andamento, uma bomba explodiu dentro de um carro no estacionamento. A bomba seria instalada no edifíco mas explodiu antes da hora, matando um dos passageiros do carro e ferindo gravemente o outro.
Na ocasião o governo acusou como culpado pelo atentado os integrantes radicais da esquerda. Essa hipótese já não tinha sustentação na época e atualmente já se comprovou, inclusive por confissão, de que o atentado no Riocentro foi uma tentativa de setores mais radicais dentro da ditadura (principalmente o CIE e o SNI) de fazer crer que era necessária uma nova onda de repressão e paralisar a lenta abertura política que estava em andamento.
Uma segunda explosão ocorreu a alguns quilômetros de distância na miniestação elétrica responsável pelo fornecimento de energia do Riocentro. A bomba foi jogada por cima do muro da miniestação, mas explodiu em seu pátio e a eletricidade do pavilhão não chegou a ser interrompida.
Esse episódio é um dos que marcam a decadência do regime militar no Brasil que daria lugar dali a quatro anos ao restabelecimento da democracia.







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