Bruno Soalheiro (Psicólogo e Consultor em Desenvolvimento Humano.)
No post de hoje quero convidá-lo a refletir sobre qual a verdadeira função de um curso superior em nossas vidas, e também sobre a razão de muitos se graduarem e continuarem sem saber o que fazer com o diploma.Como você talvez já saiba, o termo “Academia” vem do grego “Akademía”, e originalmente foi o nome da casa de Platão, uma espécie de escola aonde os filósofos e pensadores da época se reuniam para discutir idéias. Ali se encontravam para trocar experiências, dialogar, questionar uns aos outros e, como conseqüência disso, produzir conhecimento.A partir destas “conversas” foram nascendo e tomando forma muitas das diversas ciências que se desdobraram na infinidade de conhecimento que temos hoje no mundo. Sem dúvida, grande parte do avanço tecnológico que você vê a seu redor neste momento começou a partir das idéias destes homens, que se colocaram em um determinado lugar para discutirem dúvidas e compartilhar opiniões.Não é a toa que até hoje a universidade é chamada de “Academia”, ou seja, o lugar em que se reúnem pessoas que pensam e dialogam com o objetivo de produzir cada vez mais conhecimento.Agora quero pedir que faça um teste, se puder. Saia do computador por alguns segundos, ligue para um colega, um amigo, ou dirija-se a algum familiar e faça a seguinte pergunta:__ Qual a principal função de uma universidade?Faça a pergunta a três, quatro, cinco pessoas… Perguntou?Estou seriamente inclinado a dizer que nenhuma delas respondeu: Produzir conhecimento!Geralmente se obtêm respostas como: “Ensinar as pessoas! Formar cidadãos! Formar profissionais! Abastecer o mercado de trabalho!”. Colaborar para o desenvolvimento da comunidade!Veja, é muito importante que a universidade cumpra estas funções sociais. Mas a principal função de uma “academia” é estimular interações interessantes e criativas que venham a resultar sempre em algum tipo de conhecimento.Deveríamos, em nosso processo educacional, ter experimentado muito mais a possibilidade de interrogar o mundo e buscar nossas próprias respostas. Só que em vez disso, passamos a maior parte do tempo de nossos estudos aprendendo o que perguntaram e o que responderam aqueles que vieram antes de nós, e esquecemo-nos de desenvolver melhor a habilidade de fazermos nossas próprias perguntas.É triste, mas o que vemos até hoje em muitos campi da vida, são alunos e professores que parecem não fazer a mínima idéia de estarem em uma academia. (talvez porque não estejam mesmo!).É por isso que o sujeito se gradua e fica perdido. Porque aprendeu a dar respostas, e não a fazer “perguntas inteligentes”, que é justamente o que o mercado busca.Não é de alarmar apenas, não é um absurdo simplesmente; é um disparate total!Concorda comigo? Ou acha que as coisas já estão mudando?
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Grande Marcão, Brilhante o post.
Bom texto para fazermos realmente uma reflexão do nosso papel na Universidade, um papel um tanto complicado nos dias atuais com tantos desencontros sociais,e ao mesmo tempo um papel fácil de se exercer, onde cada um deve fazer sua parte e tornar a sua academia um espaço amplo de conhecimento.
Cidinha
Cidinha disse...
3 de outubro de 2008 às 08:53